A arteriosclerose de Mönckeberg é caracterizada pela calcificação da camada média das artérias de médio calibre, sem provocar estenose significativa. No rosto, pode afetar vasos como a artéria facial e a artéria maxilar, sendo frequentemente detectada de forma incidental em exames odontológicos. Embora não comprometa diretamente o fluxo sanguíneo, pode estar associada a distúrbios metabólicos, como o diabetes mellitus.
Considerada uma condição rara na região maxilofacial, sua prevalência varia entre 0,6% e 3,7% nos exames radiográficos odontológicos. A ocorrência depende de fatores como idade, comorbidades e critérios diagnósticos utilizados. Por ser mais comum em idosos e diabéticos, sua identificação pode ter relevância clínica, pois pode indicar alterações vasculares sistêmicas e um possível aumento do risco cardiovascular.
A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) é um exame essencial para detectar a arteriosclerose de Mönckeberg na região maxilofacial, permitindo visualizar calcificações com alta resolução e em três dimensões. Além de diferenciar essas calcificações de outras estruturas, a TCFC possibilita localizar precisamente os vasos afetados e identificar sinais precoces da condição. Esse achado incidental pode auxiliar no encaminhamento do paciente para avaliação médica, contribuindo para um diagnóstico mais abrangente.
Letícia C. L. Teixeira – Radiologista Odontológica
Diretora de Marketing e Produtos da Apex